Natal no Seridó
O terreiro bem varridinho,
a vassoura encostada à janela da casa,
Bom-dia e Boa-noite saudando a todos,
o pote cheio, o caneco areado e
brilhando, a chaleira em cima do fogo
de brasa, a cama bem forrada com uma
colcha de fuxico, um vestido de chita
engomado e no camiseiro para a missa
da noite santa, um chapéu de couro
pendurado num mourão, uma imagem
de Nossa Senhora e o Menino Jesus na parede
enfeitada por um rosário de contas azuis,
um gato dormindo no tapete de retalho, um
chocalho sininando, um galo anunciado:
É Natal no Seridó.
Maria Maria


Bom dia, querida amiga! Amei sua bodega da esquina e já me fiz sua seguidora! Esse poema é magnífico, expressa toda singela e magnitude da nossa vida seridoense, do nosso sertão tão amado.E falando em sertão, convido-lhe a visitar meus blogs, o primeiro é meu ser tão poético, aí vem natureza e sertão fizeram-me poeta, seguido por fé e poesia, neles estão minhas criações poéticas, não tão talentosas e lindas como as suas, mas sentirei-me muito honrada com sua presença em meus blogs. Agora, 24/11/2018 irei para Salvador participar do Talento Poético 2018 um evento da Editora Becalete, aos poucos estou adentrando nesse mundo maravilhoso e mágico da poesia.
ResponderExcluirBeijos carinhosos!